quinta-feira, 23 de abril de 2015

Imaginação no Tubo de Ensaio

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Tubo de Ensaio realiza ação
compositiva em tempo real



Com o tema O Coreógrafo como Ativador da Imaginação, a segunda etapa do projeto contemplado pelo programa Rumos Itaú Cultural 2013-2014 recebe a bailarina Zilá Muniz
em encontro que propõe a geração de coletividade em evento coreográfico



No dia 24 de abril, das 19h às 21h30, a Casa das Máquinas, em Florianópolis, recebe uma nova etapa do projeto Tubo de Ensaio – Composição [Interseções + Intervenções], um dos 102 contemplados pelo Rumos 2013-2014, principal programa do Itaú Cultural para o fomento e apoio à produção cultural do Brasil. Nele, a convidada Zilá Muniz coordena o encontro “O Coreógrafo como Ativador da Imaginação”, em que ela propõe uma ação compositiva em tempo real, para gerar uma coletividade emergente em um evento coreográfico. Realizado com a colaboração dos participantes, o encontro inclui a apresentação e discussão de conceitos como evento coreográfico, campo potência, restrição, imaginação, condicionamento, movimento relacional e proposição.

Doutora em teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina, diretora e coreógrafa do Ronda Grupo, Zilá Muniz atua como artista, pesquisadora e professora. No seu campo, investiga e explora possibilidades da improvisação como processo de criação e como desencadeadora de um coletivo emergente na criação de eventos coreográficos. Livre para todos os públicos, o encontro será gratuito. Basta chegar uma hora antes e pegar a senha.

Iniciado em fevereiro, o projeto Tubo de Ensaio – Composição [Interseções + Intervenções] se estenderá até outubro, com uma expressiva lista de convidados do Brasil e do exterior. Por suas articulações, o programa coordenado por Jussara Xavier, Sandra Meyer e Vera Torres aproxima dança com o teatro, as artes visuais, o cinema e a música, compõe interseções de conhecimento nessas áreas com artistas e pesquisadores compartilhando e problematizando procedimentos de composição – definida pelas idealizadoras como modo de reunir, produzir, dispor, inventar, combinar, arranjar.

No conjunto, a iniciativa engloba 14 convidados, dos quais 11 vivem fora de Santa Catarina, um vem da Argentina, outro de Portugal, dois brasileiros pesquisam fora do Brasil, um nos Estados Unidos e outro na França. O evento integrará artistas de quatro Estados brasileiros (SC, CE, RJ, SP). Santa Catarina terá três representações. Os encontros estarão embasados em quatro atividades: laboratório compositivo com artistas e pesquisadores de diferentes áreas e procedimentos; a apresentação do trabalho, que poderá ser um espetáculo, performance, conferência ou palestra; conversa entre artistas e pesquisadores; e a organização de um livro resultante das ações e dos debates.

Programa Rumos
Com 18 anos de estrada, o Rumos Itaú Cultural é o principal programa de apoio à produção cultural do Brasil e uma das mais longevas plataformas de incentivo do país. Entrou em 2014 consolidando uma nova fase do seu ciclo de renovação anunciado em 2013 quando abandou o formato tradicional de apoio praticado no país – baseado em regras definidas pela instituição e limitação a áreas de expressão estanques – para apostar em um modelo aberto em que artistas, produtores e pesquisadores definem as regras do jogo com o apoiador, e tem, agora, sua primeira leva de contemplados.

Este formato trouxe novos ares e maior abrangência ao programa. Além de apoiar projetos tradicionais, que resultarão em uma obra a ser exposta ao público, como ocorria nos editais anteriores, o Rumos ganhou nova dimensão e tem entre os selecionados uma extensa e variada gama de experimentos e iniciativas que incluem pesquisa, organização de residências e seminários, circulação de repertório, documentação, desenvolvimento de plataformas e softwares, entre outras propostas.

Depois de um profundo processo de análise, a comissão multidisciplinar composta por 19 nomes emblemáticos da cena cultural brasileira – constituída pelo Instituto para se debruçar sobre a revitalização do programa e a análise de 15.120 projetos inscritos no edital de 2013 – chegou à lista de 104 trabalhos que atualmente recebem apoio do Instituto.

Ficha técnica
Coordenação e curadoria: Jussara Xavier, Sandra Meyer e Vera Torres
Produção executiva: Gláucia Grigolo
Foto e vídeo: Cristiano Prim
Design gráfico: Kamilla Nunes
Assessoria de imprensa: Néri Pedroso
Realização: Rumos Itaú Cultural 2014, Ministério da Cultura e Instituto Meyer Filho 
Apoio: Serviço Social do Comércio (Sesc/SC), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e Prefeitura de Florianópolis/Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes


SERVIÇO
Projeto Tubo de Ensaio
O Coreógrafo como Ativador da Imaginação
Encontro com a bailarina Zilá Muniz
Dia 24 de abril, 19h às 21h30
Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Gratuito
Casa das Máquinas
Rua Henrique Veras do Nascimento, 50
Lagoa da Conceição
Florianópolis - SC

Mais informações
Zilá Muniz: zilamuniz@hotmail.com / 48. 3207-3914 / 9923-5225

Pelo projeto:
NProduções
Néri Pedroso (jorn.): neripedroso@gmail.com / Skype: neripedroso / Face: Néri Pedroso
48. 9911-9837/3248-4158
Tubo de Ensaio
Produção: tubodeensaiofpolis@gmail.com / 48. 9901-7027 (Gláucia Grigolo)

Pelo Itaú Cultural
Conteúdo Comunicação Tel.: 11.5056-9800
Cristina R. Durán: cristina.duran@conteudonet.com
No instituto:
Tel.: 11.2168-1950

Saiba mais
Facebook: https://www.facebook.com/tubodeensaio2015

Projeto selecionado pelo Rumos Itaú Cultural 2014-2015

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segunda-feira, 23 de março de 2015

DANÇA E CEGUEIRA: a criação no lugar da falta


Resumo
A leitura do presente texto sugere uma fenomenologia da dança ao mostrar como o corpo ivido é o sentido através do qual compreendemos o que é ser humano. Com isso, apresento a cegueira como experiência perceptiva. Proponho as Jornadas, um processo criativo para apreciação da dança, fundamentadas em uma experiência intuitiva e estética. Descrevo a experiência de composição coreográfica de uma dançarina com cegueira congênita. Explicito, através da vivência das jornadas e da experiência com a cegueira, como o corpo, ao ser apreendido como casa da memória, revela-se como fluxo temporal. Finalizo tecendo considerações acerca da aprendizagem e da apreciação da dança na formação de professores.
Palavras-chave: dança, cegueira, fenomenologia, corpo, memória.

Artigo publicado na Revista Dança




Capa da revista

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Revista Dança
http://www.portalseer.ufba.br/index.php/revistadanca
ou
www.revistadanca.ufba.br

terça-feira, 10 de março de 2015

Pesquisa em Dança

O Periódico - Research in dance Education - Publicou um edição especial  acerca da pesquisa em dança. Vale conferir - Destaco  o  artigo Embodied writing: choreographic composition as methodology de Jasmine B. Ulmer.  Há também  o My name is a Blackbird: release, tranparency, and agency de Molly Shanaham.
Aqui vai o link do Editorial: Angela Pickard, Anna Pakes & Doug Risner (2015) Editorial, Research in Dance Education, 16:1, 1-4
http://www.tandfonline.com/doi/pdf/10.1080/14647893.2015.973223
Caso tenham interesse em publicar escrevam, pois posso dar alguma informação acerca dos procedimentos,

http://www.tandfonline.com/doi/pdf/10.1080/14647893.2015.973223

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Plataforma Professoras Afrodescendentes Santa Catarina

Pessoal, peço que ajudem a compartilhar esta pesquisa para que possamos alcançar o maior numero possível de professoras negras no estado. O intuito é que a plataforma de visibilidade e sirva como ferramente de pesquisa sobre educação e protagonismo feminino negro.
https://www.facebook.com/outrasantonietas
http://outrasantonietas.wordpress.com/

sábado, 27 de setembro de 2014

Compassos da Memória

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Foto de Josiane Lira

Ida Mara Freire
Publicado no Jornal Notícias do Dia 26/09/2014
A 4ª Semana Flamenca de Florianópolis, coordenada por  Carol Ferrari,  ocorreu de 08 a 14 setembro, o público participou das aulas de cajón, guitarra, castanholas, mantón, baile,  ministradas por profissionais de outros estados e países. De certo modo, as atividades possibilitaram reconhecer a memória da arte flamenca manifesta em cada gesto bailado. Pois, no flamenco cantar e dançar um palo é uma forma de fazer história,  observa Selma Treviños, trata-se de uma ferramenta para animar o passado ou uma “escrita” acerca de algo que já foi feito. Contudo, o que foi esquecido, ao contrário de ser ausência de algo que não está mais lá, pode ser a presença esquecida de algo que já esteve ali. 

No sapateado da dança flamenca, por exemplo, o colocar-se e o deslocar-se são movimentos primordiais que fazem do lugar algo a ser buscado em cada compás bailado.  Faz lembrar a repetição como a  energia que torna o baile possível.  Na busca de  interiorizar a canção, o cante, a palavra que se diz em voz baixa,  as bailoras  expressam a necessidade espiritual de comunicar tanto para si como para o outro, o modo de sentir a alegria e o sofrimento da vida  cotidiana. No palco,  elas deixam transparecer como os movimentos corporais são  feitos de fora para o interior, movimentos fechados, repetidos que, às vezes   confessam uma luta vã. Cada palo caracteriza-se em gestos diversos ora esguio feito torres ora em  torções que rebitam o corpo para o chão, como descreve Corinne Savy.

Na noite  de encerramento, no Espaço Sol da Terra, o espetáculo TABLAO inicia-se com as patadas de tangos,  ritmo  rico e versátil da Andaluzia, compasso quaternário bem marcado e o cante alegre e festeiro tecem  memórias que são ao mesmo tempo  íntimas e compartilhadas entre as bailaoras, o cantaor, o guitarrista e a plateia. A soleá, abreviatura cigana de soledad (solidão), interpretada por Chari Gonzalez,  conduz o espectador e a espectadora para um ambiente de relembrança intercorporal, fragmento de uma terra silenciosamente habitável.   Carol Ferrari baila alegrías, cante de festa, exteriorização de uma alegria em suas  trilhas e  obstáculos interiores. Na guitarra Jony Gonçalves e o cantor Ozir Padilha apresentam  fandangos, caracterizados por movimentos vivos e agitados. A siguiriya, bailada por Ana Paula Campoy,  de natureza profundamente emotiva, faz a plateia sentir  momentaneamente a desesperança e a crueldade do mundo.  Yara Castro baila uma soleá por bulería, ritmo com tonalidade mestiça  que evidencia no corpo o caminho musical.  O espetáculo vai  se fechando com a vivacidade das populares sevillanas  e a festividade das patadas por bulería, nesse palo rápido, o elenco têm a oportunidade de expor  a intensa memória corporal, alicerçada na obstinada e paciente repetição, potência criadora que reabre no corpo  um espaço do passado para se viver no futuro.

O espetáculo TABLAO mostrou, para quem foi ver e ouvir, como na herança do flamenco descobre-se que  o nosso lugar no mundo é ali onde está o nosso corpo.  No final desse  compás  a plateia ritmicamente  agradecida exclamou: Olé!

Email: Ida.mara.freire@ufsc.br  (*) Professora Associada do Centro de Ciências da Educação da UFSC. Realizou pós-doutorado em dança na Universidade da Cidade do Cabo, África do Sul.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Solos de Silêncio

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Vestígios do Silêncio
Ida Mara Freire

Existe muita coisa dentro do silêncio, descobrem Camila Miranda e Meline Costa, intérpretes criadoras do espetáculo Solos de Silêncio, apresentado  dia 05 de setembro na Casa das Máquinas , contemplado com o Prêmio Elisabete Anderle.
 
Foto de August Murad
Em cena as mãos das dançarinas tateiam a terra. A menina espectadora analisa a composição do solo ali exposto: seria argila, areia, silte... Solo. 1. Superfície sólida da crosta terrestre onde pisamos e construímos; 2. Bailado executado por um só dançarino; 3. Primeiro voo que o aluno de pilotagem faz sozinho, desacompanhado do instrutor. Escavo o solo silenciosamente a procura de palavras ainda vivas. 

Como escavar o movimento  criativo   e os modos de reconstrução do espaço para lidar com o conflito e a diferença numa dimensão dual? Ao colaborar com a pesquisa do espetáculo Diana Gilardenghi atualiza o papel do coreógrafo como aquele que  pergunta,  ouve atentamente e divide a responsabilidade com o outro. Esmera-se em atentar para o que não é dito, mas é dado  pela expressão facial, os gestos e a linguagem corporal, busca  com isso a inter-relação entre gestos e silêncio.

Mas os dois corpos, vestidos por Alice  Assal,  resistem ora calçados com suas botas ora com os pés livres na terra. Insistem e transbordam além das linhas e formas de um sistema complexo onde incessantemente vivem organizações, inércias, desorganizações e processos caóticos. Ao redor do tecido pendente do teto ao chão, tecem com o público a veracidade  das tramas que exacerbam o fato de que estamos a todo momento construindo e reconstruindo aquilo que somos e buscamos  ao ser e  ao estar com o outro.

O silêncio no corpo é contenção, afina assertivamente a  sonoridade de  Jorge Linemburg. É assumir a cadência de uma trilha interior. A música  anuncia um outro destino. Pausa, para mover-se para outra direção. Uma  dança que  vem do chão, iluminada rasteiramente por Marcello Serra, luminosidade que rastreia  o tropeço e demarca o estilhaço de ser um em dois. No mover-se na horizontal,  acompanha-me  André  Lepecki, estudioso desse corpo que abraça  a horizontalidade só por um momento ou  para o resto da vida. Os Solos de silêncio desafiam a plateia a explorar a temporalidade  daquilo que se ganha  quando se perde verticalidade, e do que  se alcança quando se ganha horizontalidade. 

“Num campo de silêncio, onde pastam manhãs, estou pelo que sou” as palavras de   Thiago de Mello revelam os vestígios desse espetáculo que corrompe as estruturas inertes com uma obstinada sensibilidade, convidando o leitor e a leitora enraizarem a coexistência no solo do coração.

Email:  ida.mara.freire@ufsc.br
(*) Professora Associada do Centro de Ciências da Educação da UFSC, pós-doutorado em dança Universidade da Cidade do Cabo, África do Sul.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Viajar e Dançar

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Viajar e  Dançar
Ida Mara Freire
Texto Publicado no Jornal Notícias do Dia, em 07/08/2014. Caderno Plural p. 4



Abertura da WDA, Angers, França, 2014

 A distância é parte da comunicação e o papel  e os deveres do espectador não podem ser equiparados com a passividade, sugere o filósofo Jacques Rancière; pois, em sua atitude perceptiva o espectador, observa, seleciona, compara e interpreta.  E então pergunto como podemos desenvolver novos públicos para a dança? Arrisco uma resposta: deslocando-se no espaço,  dançando ou viajando.   
  
Recentemente retornei   da viagem de estudos na qual  participei, com o apoio da Capes, do evento global da World Dance Alliance [Aliança  Mundial da Dança]  ocorrido de 6-11 de julho em  Angers, França.  Coordenado pela australiana Cheryl  Stock, a WDA ofereceu no Centro Nacional de Dança de Angers e na Universidade de Angers  uma plataforma  para troca de pesquisa acadêmica e trabalho artístico,  nutrindo oportunidades de desenvolvimento na área da dança para os profissionais dos 37 países participantes. Numa atmosfera de compartilhamento, um  sorriso ou um comentário da apresentação eram suficientes para  receber um cartão ou   e-mail com vídeo do trabalho apresentado. 

Em um mundo aterrorizado por amargas divisões  a WDA  sugere examinar o passado para trabalhar um futuro mais humano. Confrontando e desafiando a violência em todas as suas formas, incentiva  abraçarmos a diversidade cultural, buscarmos o conhecimento e a compreensão nos múltiplos pontos de vistas  que a arte pode oferecer.  Neste contexto apresentei  a vídeo dança  intitulada  Stone Water [Pedra e Água] como um ensaio de etnografia visual na qual saliento as texturas da sociedade sul-africana pós-apartheid a partir das imagens que evidenciam o tempo, as relações, o caminhar junto e as mãos dadas, presentes na infância, na percepção do outro e na experiência com a cegueira. Esses gestos que tocam o chão e o ser um do outro mostram que a superfície da pele e as pontas dos dedos são receptáculos de uma memória intercorporal. 
Abertura da WDA, Angers, França, 2014


Por isso, a WDA também interroga:  Como uma coreografia, em seu  renovado foco sobre o lugar da história, articula a relação entre passado, presente e futuro em uma realidade  globalizada? Uma resposta pode  ser a sua leitor ou leitora que lê  esse texto e aprecia a dança.  Em conversa com Jean Lee, pesquisadora da  Universidade de Londres  acerca da formação de plateia, escuto  sua descrição de como espectadores são mais ativos em sua interpretação da dança contemporânea do que  o contar histórias presentes no  balé clássico.  Obviamente,  em experimentos de dança contemporânea, o papel do público está em uma posição mais ativa. Produções de dança com imersão fornecem um ambiente que permite que os espectadores sejam integrados na cena, diluindo a distinção do espaço entre os dançarinos  e a plateia. Esse tipo de cenografia favorece  o público reagir aos movimentos dos bailarinos  com improvisação estruturada  ou frases coreografadas. Ocasionalmente, a plateia precisa dançar ou agir em conjunto com os dançarinos, tornando-se  às vezes coprodutora  ou testemunha da coreografia.  

Quem são e onde estão os novos públicos da dança? Parece-me que a resposta novamente envolve um deslocamento no espaço: o de sair da poltrona do conforto consigo mesmo e entrar  em  cena da arriscada  vida partilhada com o outro.

(*)Professora Associada do Centro de Ciências da Educação da UFSC,  Pós-doutorado em Dança pela Universidade da Cidade do Cabo, África do Sul.